quinta-feira, 18 de maio de 2017

Guimarães Rosa



“Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com o homem? ”.


É uma boa reflexão, tendo em vista todo o sofrimento que o homem causou e ainda causa aos animais, ao planeta e a si mesmo. 

Será que o mestre do sertão, Guimarães Rosa, alguma vez olhou no fundo dos olhos de um boi e viu que, assim como o homem, o animal estaria sofrendo, implorando por misericórdia, ou apenas por um pouco de água?

Estaria o homem cego, por amar e proteger gatos e cachorros, mas comer e vestir-se com o que se extrai de bois, carneiros e ovelhas?

Infelizmente, o homem trata os animais com desprezo, como se fossem seres inferiores ou que estivessem aqui para nos servir, além de se ver no direito de escolher qual animal deve viver e qual deve virar uma bolsa de grife ou ser torturado em rodeios e vaquejadas.

A verdade é que as pessoas não sabem ou fecham os olhos para as barbáries que acontecem em abatedouros, ou simplesmente não têm empatia com animais que são tidos como alimentos ou vestimenta.



Nossa natureza é ser bondoso e piedoso, devemos refletir se é justa a forma que tratamos os animais, pois nenhum animal merece ser torturado e morto, porque assim como nós, ele sente dor, fome, frio, cansaço, angústia e medo. 

Diferentemente dos homens, os animais não podem reivindicar sua liberdade; mesmo sendo seres vivos e livres, eles têm de viver na escravidão imposta pelo homem. Nem mesmo o grunhido do porco indo para o abate é o suficiente para despertar a humanidade do ser humano.
“O que houve, então, com o homem?”

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